Quando na década de 80 Madonna dava os primeiros passos no mundo da música rumo ao estrelato, e Michael Jackson se tornou numa verdadeira estrela à escala mundial, a televisão afirmava-se cada vez mais como o verdadeiro meio de divulgação musical, sucedendo assim à rádio – como diriam em 1979 os The Buggles “video killed the radio star”.
E juntos cresceram. O MJ, a Madonna e a televisão, com particular destaque para um tal canal chamado «Music Television».
Hoje tudo é diferente. Existe a Internet e com ela mudou a forma como ouvimos, vemos e procuramos música, originando uma verdadeira democratização da indústria musical, nos últimos cinco ou seis anos. Não se trata, apenas, dos downloads legais ou ilegais de música.
O porquê da indústria estar mais “democrática”? Bem, em primeiro lugar, ao contrário da televisão que está apenas ao alcance de alguns e que está dependente das pessoas que as dirigem, sendo um meio unidireccional, a Internet é um bem ao dispor de todos: músicos, escritores, realizadores, actores, comerciantes e jornalistas.
No caso da música em concreto, dificilmente alguma banda conseguirá, no cenário actual, atingir dimensões galácticas, ao nível de Michael Jackson, dada a quantidade de novas bandas e músicas editadas diariamente.
Surge assim a questão da democratização, situação em que se verifica consequentemente um problema: como conseguem as bandas sobressair, no meio de milhares de outras bandas? Bem, talento e alguma sorte costumam ajudar, mas geralmente não são suficientes. É então necessário agilizar a forma como comunicam de forma a conseguir o tão desejado “lugar ao sol”.
Veja-se por exemplo o caso dos Beastie Boys, mítica banda de hip-hop hardcore, que comunicou via Youtube o cancelamento de alguns espectáculos e o adiamento do seu próximo álbum, por motivos de doença de um dos membros. Tratou-se, neste caso, de falar directamente para os fãs, “olhos nos olhos”.
Veja-se ainda o caso do rapper Royalistic que anunciou o final da sua carreira via youtube.
Outro caso recente que merece destaque é o do cantor e compositor norte-americano Beck, que tem lançado um conjunto interessante de iniciativas no seu website pessoal, a começar pelos magníficos vídeos de covers de temas dos Velvet Underground & Nico (Record Club), passando pelas sets conceptuais que vai publicando (Planned Obsolescence) ou pela série de entrevistas/conversas promovidas entre músicos (Irrelevant Topics).
Por último, referir que os músicos utilizam ferramentas como o Twitter para manter um relacionamento ainda mais directo com as pessoas. Caso que merece destaque, em Portugal, é o de David Fonseca, que mantém uma relação bastante próxima com os seus fãs e followers nesta ferramenta.
No caso da música em concreto, dificilmente alguma banda consiguirá, no cenário actual, atingir dimensões galácitcas – ao nível de MJ – com a quantidade de novas bandas e músicas a sair, diariamente. Daí a questão da democratização!! Mas com isto levanta-se um problema: como conseguem as bandas sobressair, no meio de milhares de outras bandas? Bem, talento e alguma sorte sempre ajudaram mas não chega. É necessário agilizar a forma como comunicam de forma a conseguir o tão desejado “lugar ao sol”.
Veja-se o caso dos Beastie Boys, mítica banda de Hip-hop hardcore, em que comunicam via youtube o cancelamento de alguns espetáculos e o adiamento do seu próximo cd, por motivos de doença de um dos membros – o qual foi-lhe diagnosticado um cancro na garganta. Tratou-se, neste caso, de falar directamente para os fãs, olhos nos olhos.
