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75 anos da Penguin: A democratizar a leitura desde 1935

Penguin Books vai comemorar os 75 anos de edição com reedições especiais de clássicos

1919. Allen Lane, um adolescente britânico de 16 anos que não gostava da escola – nem de livros – por aí além, abandona os estudos. Perante o seu insucesso escolar, a mãe põe-no a trabalhar com um tio, John Lane, na sua editora Bodley Head. Allen interessa-se pelo mundo editorial e assume cada vez maior preponderância na editora, que só deixa de comandar em 1935 quando se incompatibiliza com os restantes proprietários. É o início da Penguin: o resto é história. O primeiro livro da Penguin é publicado em Julho desse ano: “Ariel: a Shelley Romance”, de André Maurois.

75 anos depois, a Penguin Books tem um rasto atrás de si:  clássicos e mais clássicos, em edições de bolso, com capas apelativas, e fundamentalmente, preços acessíveis. E por isso, no 75º aniversário, a principal comemoração vai ser… a edição de mais clássicos. São vinte reedições de romances notáveis da literatura britânica do século XX, sob o tema “20 livros que ajudaram a moldar o Reino Unido”.

Em ano de aniversário, a Penguin tem novo logotipo e os 20 livros da colecção «Penguin Decades» vão ter novas capas e novos layouts. Entre os títulos seleccionados estão A Clockwork Orange, de Anthony Burgess (1962) ou From Russia with Love, de Ian Fleming (1957).

Para além disto, até final do ano vão haver ainda várias outras iniciativas: 50 escritores vão recomendar títulos em edições limitadas, com textos e assinados e nos quais justificam a escolha. A Penguin está ainda a programar diversas actividades como colóquios, encontros com escritores ou workshops a decorrer em todo o Reino Unido até final do ano.

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