“Acabo de ter um livro gilhotinado pela Bertrand”. Maria Teresa Horta revelou assim que a Bertrand guilhotinou recentemente 500 exemplares de «A Paixão segundo Constança H», depois da editora lhe ter dito que o livro estaria esgotado, sem no entanto a ter consultado ou perguntado se queria comprar os exemplares antes de proceder à destruição dos livros.
A escritora falava durante o encontro literário «Correntes d’Escritas», na Póvoa de Varzim e revelou que foi notificada por e-mail pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) para o facto. Segundo Maria Teresa Horta, “por lei não se pode guilhotinar um livro sem consultar o seu autor”. A editora, revela ainda, não responde aos contactos da SPA.
Maria Teresa Horta revela que “é uma sensação horrível”, “uma sensação de morte muito próxima, como se fosse um filho que está morto”.
À Lusa, o director editorial da Bertrand recusa a acusação feita por Maria Teresa Horta e diz que a destruição de livros “só por ter sido um equívoco”. “Tenho a certeza” de que se tratou de um “erro administrativo, não tem nada a ver com censura”, disse Eduardo Boavida.
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Nome: Pedro F. Guerreiro
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