É certo e sabido que com a Internet e a massificação do seu consumo, uma porta se abriu para a partilha e divulgação de conteúdos variados. Um passo final na tão falada globalização que democratizou a forma cada um promove o seu trabalho, partilha as suas fotografias, a sua música, num espectro em que as opções são infindáveis.
Esta revolução, que já não é novidade para ninguém, transportou-nos para uma nova era onde qualquer anónimo pode partilhar com centenas, milhares ou, porque não, milhões de pessoas, os seus talentos, sem que para isso tenha que passar por nenhuma indústria complexa de agenciamento e distribuição. E, como diria “Ben Parker“, with great power comes great responsibility, que é como quem diz que todas estas possibilidades têm as suas consequências naturais: excesso de conteúdos e a dificuldade de se conseguir afirmar num mundo tão competitivo. Tão democrático.
Foi nesse sentido que, de há uns tempos para cá, aumentou a necessidade de filtrar este excesso, distinguindo aqueles que se evidenciem por excelência, nas mais diversas áreas (ex. vídeo, webdesign, literatura, etc). Mais do que promover os “artistas”, estes têm ainda a missão de servir de inspiração a quem os visita.
«The Hyde Tube» acaba por ser mais um desses showcases com o objectivo de promover novos talentos da realização e produção de vídeo, que se distingue tanto pela forma como apresenta o conteúdo como pela originalidade dos vídeos que por lá poderemos encontrar. No entanto, a principal novidade deste site – vulgo showcase – está em não se limitar a divulgar estes directores, assumindo também um papel de mediador. Assim, através do «The Hyde Tube» qualquer Organização poderá submeter uma proposta a um dos directores, exibidos, para a realização de um trabalho, sendo que parte dos ganhos vão para o site. Para além disso, os responsáveis pelo site organizam ainda um festival anual – em Paris, Londres e Nova Iorque – onde são visualizados, e premiados, os melhores trabalhos de cada ano.
É sem dúvida um bom motivo para nos perdermos num mundo de frames, umas vezes animadas outras reais – outras ainda surreais. Uma coisa é certo. Talento não falta.


This website uses IntenseDebate comments, but they are not currently loaded because either your browser doesn't support JavaScript, or they didn't load fast enough.