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A «Alice» de Burton é apenas mais uma. Mas Hepworth chegou lá primeiro.

Numa altura em que Tim Burton aplicou o seu toque de Midas – bem ou mal, análise que fica ao critério de cada um – à história vitoriana criada por Lewis Carroll em 1865, também a primeira vez que esta estória foi representada no cinema passa a estar disponível gratuitamente a todos os apreciadores da história do cinema.

Tal como acontece com a adaptação de Burton, também o filme criado por Cecil Hepworth e Percy Stow preferiu a designação «Alice no País das Maravilhas», descartando o título original do conto, «Alice’s Adventures in Wonderland».

Com a bonita idade de 107 anos, esta interpretação do conto de Alice foi adaptada pela primeira vez ao cinema apenas 37 anos depois de ter sido escrita, e uns meros oito anos desde o nascimento do cinema.

Restaurada recentemente pelo BFI National Archive (British Film Institute), esta versão tinha apenas 12 minutos, dos quais apenas oito sobreviveram ao teste do tempo, tornando-o na metragem mais longa produzida à altura no Reino Unido.

A película conta com a participação da esposa de Hepworth, do próprio Cecil Hepworth e mesmo do gato da família, no cúmulo daquilo que pode ser apelidado de produção caseira.

Restaurado de acordo com a configuração de cores original, o ilícito tem o prazer de disponibilizar «Alice in Wonderland», circa 1903.

- Trailer de «Alice in Wonderland», de Tim Burton.

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Apreciador de música, cinema, livros. A bem dizer, apreciador de tudo um pouco. Co-criador e editor do projecto ilícito[mag]. Para mais sobre este indivíduo, visitem http://flavors.me/bmcn.

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