Até à chegada do DVD, ou do CD, se quisermos ser mais precisos, os formatos de armazenamento de filmes, música ou jogos de vídeo não tinham como prioridade a beleza estética, ou o tamanho do espaço que ocupavam.
Entre estes encontrava-se o VHS, formato de distribuição de filmes ao consumidor que reinou dos anos setenta até ao início do novo século, mais precisamente até 2006, ano em que as produtoras norte-americanas deixaram de editar as suas películas neste formato.
Por este simples facto, juntamente com a noticia de que no final de 2008 o último grande distribuidor de cassetes VHS pré-gravadas, a Distribution Video Audio Inc. despachou o último carregamento e de que a maioria das cassetes produzidas hoje em dia é em branco, mais estranha ainda se torna a noticia de que no ano que passou, duplicou o número de vendas das cassetes de VHS no Reino Unido.
Pois é. De acordo com um relatório da Associação Nacional de Comerciantes britânica (Entertainment Retailers Association), enquanto as vendas de música caíram 0.8 por cento e as de todos outros formatos vídeo caíram 10.6 por cento, as de cassetes VHS duplicaram. De 44 377 vendidas em 2008, os números evoluíram para uns surpreendentes 95 201 exemplares vendidos em 2009.
Sem apresentar uma explicação possível para este facto, o ilícito avança como hipótese possível um ressurgimento nostálgico por verdadeiros tijolos com uma fita magnética facilmente deteriorável no seu interior.
E os leitores do ilícito, ainda usam cassetes VHS?
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Nome: Bruno Nunes
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Apreciador de música, cinema, livros. A bem dizer, apreciador de tudo um pouco. Co-criador e editor do projecto ilícito[mag]. Para mais sobre este indivíduo, visitem http://flavors.me/bmcn.

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