Quando faleceu, em Abril de 1910, aos 74 anos, Mark Twain era uma das, senão mesmo a maior figura da literatura norte-americana.
Com uma biografia a rondar as 40 obras, Twain, pseudónimo de Samuel Clemens, criou em Adventures of Huckleberry Finn (1884) e The Adventures of Tom Sawyer (1876) duas personagens incontornáveis do imaginário literário sulista, simbiótico com o poderoso Mississipi.
Dono de um especial e reconhecido sentido de humor, Mark Twain deixou instruções explícitas para que a sua autobiografia pudesse apenas ser publicada cem anos após a sua morte.
Não é difícil encontrar diversas “autobiografias” desta personalidade à venda em livrarias ou nas mais diversas lojas online, mas garantem os responsáveis pelo espólio do escritor, que o que está por publicar rondará as 5 mil páginas, contendo inúmeros excertos inéditos escritos por Twain.
Esta apresenta-se assim como uma potencial versão definitiva da vida do escritor sulista, dando a conhecer aos seus aficionados e leitores ocasionais as opiniões de Twain sobre os mais variados temas, assim como um aprofundamento daquilo que à partida seriam uma série de trivialidades pessoais, mas que neste caso permitem uma construção mais complexa da personalidade privada de Mark Twain.
A ser cuidadosamente editado por uma equipa da Universidade da Califórnia, em Berkeley, o primeiro dos dois volumes da autobiografia autorizada por Mark Twain tem data de lançamento prevista ainda para este ano, mais precisamente em Novembro.
- Artigo do jornal The Independent sobre a edição da autobiografia de Mark Twain.
