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Clássicos da Literatura convertidos em Códigos de Barra 2D

Início do livro «The Adventures of Alice in Wonderland» de Lewis Carroll

A evolução tecnológica e consequente propagação na sociedade tende a originar a criação de projectos que conseguem, muitas das vezes, aliar o peculiar a algo inútil. Exemplo perfeito disto é o projecto Books 2 Barcodes que se propõe a converter clássicos da literatura em códigos de barra 2d, designados por qr-code, que permitem a codificação de cerca de 4000 caracteres num único código de barras.

Contando já com clássicos como «As Aventuras de Sherlock Holmes» de Sir Arthur Conan Doyle, «A Arte da Guerra» de Sunzi ou «As Aventuras de Alíce no Páis das Maravilhas» de Lewis Carrol, a adaptação destes livros implica a repartição por centenas de códigos de barras, dada a dimensão das obras em questão, e que poderão posteriormente ser reconhecidos por um telemóvel ou tablet e lidos nos mesmos.

Num conceito cujo a pertinência poderá ser em parte questionável,  dado não ser nada prático a leitura de toda uma obra repartida por vários códigos de barra, o facto é que toda esta ideia poderá ser interpretada com novo meio de divulgação de conteúdos num mundo real. Imaginem como seria terem espalhados pela vossa cidade, meios de transportes públicos ou mesmo jardins pequenos códigos de barra contendo um artigo, uma simples narrativa ou mesmo uma antevisão a um livro recém-editado?

Se é verdade que esta abordagem de comunicação já começou a ser explorada numa perspectiva de marketing de guerrilha, sendo recorrentemente utilizado como forma de codificar um endereço de um website para que possa ser acedido em qualquer lugar, não é menos verdade que o potencial da utilização de qr-codes junto da sociedade está longe de se esgotar, sendo o caso de uso dado pela Books 2 Barcodes apenas mais um passo, ainda que à primeira vista utópico, neste sentido.

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Software Engineer @ Movensis com mestrado em Sistemas de Informação Empresariais no Instituto Superior Técnico. Fascinado por fotografia, música, cinema e bem...por tudo o que se escreve por aqui. Fundador e editor do ilícito[mag] Mais aqui

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