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[Crítica] Causa Sui, 23 de Julho @ Milhões de Festa

Chega o fim de tarde a Barcelos enquanto chegamos ao recinto. Prepara-se um concerto no palco principal.

Um recomendação de um conhecido com bom gosto que nos fez chegar àquela hora, mas sem grande pressa porque estas coisas podem sempre falhar e depois maior é a queda.

E se calhar já não estávamos no nosso melhor, depois uma tarde a vaguear pelas ruas e pelas margens do rio expondo a pele e a cabeça ao sol, à poluição fluvial e à loucura dos castiços da terra. E o estômago ao belo vinho verde.

A noite caía e foi com ela caiu-nos a bigorninha Causa Sui bem no topo do cocuruto, o sítio do corpo que estava mais fustigado.

E o stoner levava-nos por onde quiséssemos, era só deixar. Os nossos amigos bailavam agarrados às grades como um dançarino profissional dança com uma idosa obesa. Os seguranças bailavam também mas imóveis, de costas para o palco. Ao som de outra música: a banda sonora de terem deixado o filho ao cuidado da sogra na Trofa a 30km dali.

Os dinamarqueses passavam-nos os crescendos explosivos deles e nos passávamo-nos apenas.

E perdoem-me as minhas filhas de 9 e 4 anos de idade quando eu digo isto mas no meio das granadas, minas e sirenes a soar os Causa Sui fazem um som bonito que embala e que vou começar a usar para pôr a mais nova a dormir.

No final senti a barriga cheia e deu-me vontade de ir dormir, não fosse o concerto seguinte estragar-me o gostinho a poder que tinha na boca. Fiquei.

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