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CANGARRA: O Experimentalismo fácil de entranhar

Apesar do período de paragem do ilícito, não nos arredámos das nossas responsabilidades de bisbilhotar tudo aquilo que nos acontece à nossa volta, até porque gostamos de o fazer. Será certo que não teremos descoberto a pólvora, mas se houve coisa que este tempo de paragem nos ensinou – ou nos fez ganhar maior convicção – é que, apesar de crises e contratempos, do download ilegal e das piratarias várias, a música portuguesa atravessa um momento de forma do caraças.

Independentemente. De estilos, de editoras gigantes ou de gostos pessoais. Têm sido projectos múltiplos aqueles que nos têm chamando a atenção, mas foram os Cangarra que mais recentemente nos despertaram o ouvido. Dupla constituída somente por uma guitarra (Cláudio Fernandes) e uma bateria (Ricardo Martins), proporcionam estruturas sonoras próprias e dificilmente replicadas. Soa a rock experimental e de improviso, sem repetição, como se conjugassem solos de guitarra e bateria em simultâneo. É fácil entranhar-se sem se estranhar muito.

Para escutar, para já, apenas aquilo que a banda disponibiliza no Soundcloud e vídeos soltos que se vão encontrando, não havendo para já qualquer informação relativamente a edições. Sabe-se sim que actuarão ao vivo no próximo dia 16 em Setúbal e dia 17 na festa de rentrée da Bodyspace no Porto.

A by cangarra

CANGARRA from Cláudio Fernandes on Vimeo.

Oiçam e, se for caso disso, partilhem o amor.

Fonte: Vai Uma Gasosa

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Software Engineer @ Movensis com mestrado em Sistemas de Informação Empresariais no Instituto Superior Técnico. Fascinado por fotografia, música, cinema e bem...por tudo o que se escreve por aqui. Fundador e editor do ilícito[mag] Mais aqui

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