É certo e sabido que num planeta com 7 biliões de habitantes, nem todos são fãs do capitalismo. Alguns nunca sequer ouviram falar sobre este conceito económico-social, enquanto outros preferem reger a sua vida de acordo com outras regras.
Parte deste último grupo fazem os adeptos do Fussball Club Sankt Pauli von 1910, ou St. Pauli, para os conhecidos. Actual quarto classificado da segunda liga do futebol alemão, o St. Pauli ganhou notoriedade não pelas exibições e pelos resultado da equipa dentro de campo, mas pelas posições sociais e políticas dos seus fãs.
Em Março passado coube a Marcel Theroux, jornalista do The Guardian fazer uma visita ao mundo do St. Pauli. Dizemos mundo, mas a verdade é que a vida do St. Pauli se faz em dois ou três locais específicos. A saber: o Millerntor-Stadion, o bar Jolly Roger e o red light district da cidade.
Aqui, nestes espaços se fez a história do St. Pauli, mais especificamente a história recente, quando a partir da década de 80 os seus adeptos começaram a desempenhar um papel muito mais relevante nas decisões do clube, muito mais perto da democracia do que do capitalismo agressivo que rege a grande maioria dos clubes de futebol nos dias que correm. Uma história interessante, e uma demonstração de que a voz do povo ainda se faz ouvir em algumas ocasiões, o que nos leva a pensar que ainda não está tudo perdido para o grande capital.
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Nome: Bruno Nunes
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Apreciador de música, cinema, livros. A bem dizer, apreciador de tudo um pouco. Co-criador e editor do projecto ilícito[mag]. Para mais sobre este indivíduo, visitem http://flavors.me/bmcn.
