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	<title>ilícito.net</title>
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	<description>Magazine Online</description>
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		<title>A «Alice» de Burton é apenas mais uma. Mas Hepworth chegou lá primeiro.</title>
		<link>http://ilicito.net/2010/03/a-%c2%abalice%c2%bb-de-burton-e-apenas-mais-uma-mas-hepworth-chegou-la-primeiro/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 10:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Películas]]></category>
		<category><![CDATA[alice no país das maravilhas]]></category>
		<category><![CDATA[bfi]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[lewis carroll]]></category>
		<category><![CDATA[tim burton]]></category>

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		<description><![CDATA[107 anos depois da sua criação, e graças ao trabalho de restauro levado a cabo pelo BFI, o mundo revê a primeira vez em que o conto de Lewis Carroll foi traduzido para o cinema. O resultado, esse, é bem mais peculiar que o filme de Burton.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ilicito.net/wp-content/uploads/2010/03/alice-in-wonderland-1903.jpeg"><img class="size-full wp-image-1280 alignleft" title="«Alice in Wonderland»" src="http://ilicito.net/wp-content/uploads/2010/03/alice-in-wonderland-1903.jpeg" alt="" width="336" height="188" /></a>Numa altura em que <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000318/" target="_blank">Tim  Burton</a> aplicou <a href="http://www.imdb.com/title/tt1014759/" target="_blank">o seu toque de Midas</a> – bem ou mal, análise que fica ao critério de cada um &#8211; à história vitoriana criada por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lewis_Carroll" target="_blank">Lewis Carroll</a> em 1865, também a primeira vez que esta estória foi representada no cinema passa a estar disponível gratuitamente a todos os apreciadores da história do cinema.</p>
<p>Tal como acontece com a adaptação de Burton, também o filme criado por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0378408/" target="_blank">Cecil Hepworth</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0832948/" target="_blank">Percy Stow</a> preferiu a designação «<a href="http://www.imdb.com/title/tt0000420/" target="_blank">Alice no País das Maravilhas</a>», descartando o título original do conto, «Alice&#8217;s Adventures in Wonderland».</p>
<p>Com a bonita idade de 107 anos, esta interpretação do conto de Alice foi adaptada pela primeira vez ao cinema apenas 37 anos depois de ter sido escrita, e uns meros oito anos desde o nascimento do cinema.</p>
<p>Restaurada recentemente pelo <a href="http://www.bfi.org.uk/nftva/" target="_blank">BFI National Archive</a> (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/BFI_National_Archive" target="_blank">British Film Institute</a>), esta versão tinha apenas 12 minutos, dos quais apenas oito sobreviveram ao teste do tempo, tornando-o na metragem mais longa produzida à altura no Reino Unido.</p>
<p>A película conta com a participação da esposa de Hepworth, do próprio Cecil Hepworth e mesmo do gato da família, no cúmulo daquilo que pode ser apelidado de produção caseira.</p>
<p>Restaurado de acordo com a configuração de cores original, o ilícito tem o prazer de disponibilizar «Alice in Wonderland», circa 1903.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="650" height="427" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/zeIXfdogJbA&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="650" height="427" src="http://www.youtube.com/v/zeIXfdogJbA&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>- <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LjMkNrX60mA" target="_blank">Trailer de «Alice in  Wonderland», de Tim Burton</a>.</p>
      ]]></content:encoded>
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		<title>White Stripes: Depois das luzes de Blackpool, as luzes do Norte [actualizada]</title>
		<link>http://ilicito.net/2010/03/white-stripes-depois-das-luzes-de-blackpool-as-luzes-do-norte/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 10:05:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ruídos]]></category>
		<category><![CDATA[bandas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[documentários]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[white stripes]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2004 editaram o filme «White Stripes: Under Blackpool Lights». Em 2007, Jack e Meg White voltaram à estrada e gravaram «The White Stripes Under Great White Northern Lights», película apresentada agora em 2010.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ilicito.net/wp-content/uploads/2010/03/under-great-white-northern-lights-poster.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1275" title="Poster «Under Great White Northern Lights»" src="http://ilicito.net/wp-content/uploads/2010/03/under-great-white-northern-lights-poster.jpg" alt="" width="321" height="470" /></a>Em 2004, os <a href="http://www.myspace.com/thewhitestripes" target="_blank">White Stripes</a>, Meg e Jack White, editaram para a posteridade <a href="http://www.youtube.com/watch?v=COn0LWHjdi0" target="_blank">um filme concerto</a>.</p>
<p>Realizado por <a href="http://www.imdb.com/name/nm1006692/">Dick Carruthers</a>, um realizador musical que conta no seu CV com clips gravados para Oasis, Killers, Snow Patrol e Bryan Adams, entre outros, «<a href="http://www.imdb.com/title/tt0435777/" target="_blank">White Stripes: Under Blackpool Lights</a>» era o regresso ao conceito de “filme-concerto”, um género particular na história do cinema, em que o expoente máximo será «<a href="http://www.youtube.com/watch?v=5rKlkR0B5aw" target="_blank">The Last Waltz</a>», criação com o selo Scorsese.</p>
<p>O filme, esse, apresentava imagens de dois concertos dos <a href="http://www.whitestripes.com/" target="_blank">White Stripes</a> gravados em Janeiro desse ano. A imagem não era nítida, nem podia ser. O som dos Stripes não podia ser gravado em HD. Longe da alta definição como o “diabo da cruz”, «Under Blackpool Lights» era <a href="http://www.youtube.com/watch?v=flC5EtjQ3sc" target="_blank">todo ele grão</a>, imperfeições, uma mistura de Super 16mm com a qualidade de um <em>home movie</em>.</p>
<p>Este era, contudo, o visual que melhor podia assentar aos White Stripes, ao vermelho, branco e preto. Mas acima de tudo, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=psbs_8kkWqg&amp;feature=related" target="_blank">à música</a>. Os Stripes são crus, são o rock no seu estado mais puro.</p>
<p>Jack White não perdoa as suas guitarras, tratando-as tal como Mané “<em>anjo das pernas tortas”</em> Garrincha tratava a bola de futebol, com respeito e amizade, mas acima de tudo com irreverência.</p>
<p>Com os amplificadores no máximo, «White Stripes: Under Blackpool Lights» conseguiu transmitir na perfeição aquilo a que os seus criadores se propuseram, apresentando uma imagem quase perfeita do que é estar presente num concerto do duo de Detroit.</p>
<p>Em 2010, Jack e Meg voltam à carga com novo filme, desta feita nomeado «<a href="http://www.imdb.com/title/tt1487275/" target="_blank">The White Stripes Under Great White Northern Lights</a>».</p>
<p>Filmado em 2007 aquando da tour do grupo pelo Canadá, em «<a href="http://whitestripes.com/" target="_blank">Under Great White Northern Lights</a>» os White Stripes decidiram enveredar por outro caminho. Fugindo às salas de concertos habituais, apresentaram-se a concerto de forma minimalista em cafés, lares de idosos e mesmo em autocarros, sendo acompanhados pelo realizador <a href="http://www.imdb.com/name/nm0540148/" target="_blank">Emmet Malloy</a> nas suas viagens.</p>
<p>Com uma abordagem musical cada vez mais próxima do blues rock, os White Stripes apresentam aqui mais um produto de qualidade, ao que tudo indica. Em Portugal não deverá por certo chegar aos cinemas, dado que mesmo nos Estados Unidos o filme não tem tido grande visibilidade. Esperamo-lo contudo em DVD, pela música, pelo cinema e acima de tudo pela pureza e pelo poder do rock dos White Stripes.</p>
<p>Tal como já vem sendo hábito com outras bandas, também os White Stripes disponibilizam «<a href="http://whitestripes.com/" target="_blank">Under Great White Northern Lights</a>» em streaming na sua totalidade no site da NPR. Podem então ouvir o novo álbum <a href="http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=124356484" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Trailer e alguns clips de «Under Great White Northern Lights»:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="650" height="427" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/eYGt3i1DjFA&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="650" height="427" src="http://www.youtube.com/v/eYGt3i1DjFA&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="650" height="427" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/pSGvhTUyvhw&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="650" height="427" src="http://www.youtube.com/v/pSGvhTUyvhw&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="650" height="427" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/wOsBwwIg8HA&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="650" height="427" src="http://www.youtube.com/v/wOsBwwIg8HA&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="650" height="427" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/mfMKtmA0SlU&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="650" height="427" src="http://www.youtube.com/v/mfMKtmA0SlU&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
      ]]></content:encoded>
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		<title>O cinema está nos genes Coppola, até da nova geração.</title>
		<link>http://ilicito.net/2010/03/o-cinema-esta-nos-genes-coppola-ate-da-nova-geracao/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 10:01:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Películas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[coppola]]></category>
		<category><![CDATA[curtas-metragens]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[47 anos depois de «Dementia 13» ter visto a luz do dia e depois de vários Coppola terem deixado a sua marca na história do cinema, o clã prepara-se para receber mais um membro, ainda que em fase embrionária.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.imdb.com/name/nm0001068/" target="_blank">Sofia Coppola</a>, <a title="Gian-Carlo Coppola" href="http://www.imdb.com/name/nm0178887/" target="_blank">Gian-Carlo Coppola</a>, <a title="Roman  Coppola" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Roman_Coppola">Roman Coppola</a>, <a title="Talia Shire" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Talia_Shire">Talia Shire</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000115/" target="_blank">Nicholas Cage</a> (Nicolas Kim Coppola), <a title="Jason  Schwartzman" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jason_Schwartzman">Jason Schwartzman</a> e <a title="Robert  Schwartzman" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Schwartzman">Robert Schwartzman</a>. Nas veias da família Coppola o que corre é cinema. Não sangue, como se podia e devia esperar.</p>
<p>Do patriarca, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000338/" target="_blank">Francis</a>, o mundo recebeu como prenda obras de arte de valor inigualável. A trilogia d’ «<a href="http://www.imdb.com/title/tt0068646/" target="_blank">O Padrinho</a>», «<a href="http://www.imdb.com/title/tt0071360/" target="_blank">The Conversation</a>», «<a href="http://www.imdb.com/title/tt0086216/" target="_blank">Rumble Fish</a>» e um tal de «<a href="http://www.imdb.com/title/tt0078788/" target="_blank">Apocalypse Now</a>» estão tatuados na história daquela que apelidam de 7ª arte, ainda que uns mais do que outros, porque o talento só às vezes parece não chegar.</p>
<p>Da sua progenia, sejam filhos, como Gian-Carlo, que faleceu em 1986, Roman e Sofia, ou sobrinhos, como Jason, Robert e Nicholas, o curriculum também não é nada de deitar fora, tendo deixado a sua marca em filmes como «<a href="http://www.imdb.com/title/tt0159097/" target="_blank">The Virgin Suicides</a>», «<a href="http://www.imdb.com/title/tt0838221/" target="_blank">The Darjeeling Limited</a>», «<a href="http://www.imdb.com/title/tt0268126/" target="_blank">Adaptation</a>» ou «<a title="Rushmore (film)" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rushmore_%28film%29">Rushmore</a>», seja na realização, na escrita do guião, na representação e mesmo na criação musical e dos cenários.</p>
<p>No fundo, a simples conclusão a retirar de tudo isto é que os Coppola são uma família de gente talentosa, e parece que a equipa de artistas ganhou mais um membro.</p>
<p>Neta de Francis Ford e sobrinha de Sofia, a mais recente Coppola a entrar nas lides cinematográficas foi Gia, ainda que com o prefixo “co” aliado ao posto de realização, juntamente com a jovem Tracy Antonopoulos.</p>
<p>Juntas, e com a participação <em>pro bono</em> do tio Jason Schwartzman e da amiga da família Kirsten Dunst, pegaram numa câmara e criaram uma curta-metragem, à qual deram o nome de «Non Plus One».</p>
<p>Criada para marcar o lançamento da linha de primavera da marca Opening Ceremony (roupa vestida pelos actores na película), a curta-metragem não esconde a clara influência da Nouvelle Vague, apresentando uma áurea de ingenuidade e de “do it yourself” quase em formato Super 8 que lhe assenta bem.</p>
<p>Acompanhado pela música «Is This Sound Okay?» do álbum «Davy», criado pelo heterónimo musical de Schwartzman, <a href="http://www.google.pt/url?sa=t&amp;source=web&amp;ct=res&amp;cd=1&amp;ved=0CAgQFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.myspace.com%2Fcoconutrecords&amp;ei=RwWPS_K7J5n00gSVsKHpDA&amp;usg=AFQjCNGfMkMH9JPTdc7KB0gdIQM-ktKEnA&amp;sig2=Dgb5YtiG64HVCRuYM1fQfQ" target="_blank">Coconut Records</a>, o filme anda perto dos 6 minutos, e ainda que não seja mais do que um exercício de cinema ligeiro, acaba por se ver com facilidade.</p>
<p>Como primeira experiência não está mal, mas só o futuro dirá se a jovem Gia irá seguir os caminhos trilhados pelos seus familiares. Se quisermos acreditar que o talento é transmitido geneticamente, então é bem provável que venhamos a ler o seu nome numa qualquer tela gigante daqui a alguns anos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="650" height="427" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=9338991&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="650" height="427" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=9338991&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=0&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
      ]]></content:encoded>
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		<title>[Entrevista] Gijoe: Palavras de um Músico</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 11:18:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Farrajota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais de 4 anos depois da mixtape «Música de Palavra», Gijoe volta à carga com um álbum em nome próprio.

É uma mixtape, em formato, mas onde todos os instrumentais são produzidos por Sickonce (Gijoe). Junta MCs, cantores e DJs de todo o país, em 53 faixas com muitos samples e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 4 anos depois da mixtape «Música de Palavra», Gijoe volta à carga com um álbum em nome próprio.</p>
<p><a href="http://ilicito.net/wp-content/uploads/2010/02/117.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1160" title="Palavra de Músico" src="http://ilicito.net/wp-content/uploads/2010/02/117-300x268.jpg" alt="Palavra de Músico" width="300" height="268" /></a></p>
<p>É uma mixtape, em formato, mas onde todos os instrumentais são produzidos por Sickonce (Gijoe). Junta MCs, cantores e DJs de todo o país, em 53 faixas com muitos samples e muito scratch. Podemos encontrar, entre outros, nomes como Nerve, Kristo, Dino, Perigo Público, Sagaz, Bob da Rage Sense, Mundo, emmy Curl, Royalistick, RealPunch, Reflect, Biex, Suarez, NelAssassin, La Dupla, Spell, Iniciado, A.M.O.R., Wuser e A.S2.</p>
<p>«Palavra de Músico» vem num CD único, em formato Mp3, com 53 faixas de participações, às quais se juntam as mesmas faixas em versão instrumental e bónus.</p>
<p>O <strong>ilícito</strong> esteve à conversa com Rafael Correia, mais conhecido no meio musical como <a href="http://www.sickonce.com/">DJ Gijoe</a>. Um nome que é desde há alguns anos uma referência no panorama hip-hop nacional e que se encontra prestes a lançar um novo álbum. Aproveitámos por isso para descobrir um pouco mais sobre a pessoa por detrás dos pratos e sobre o seu mais recente projecto, «Palavra de Músico».</p>
<p><strong>ilícito</strong>: Para quem não te conhece apresenta-nos o Gijoe, conta-nos como tudo começou e qual foi o teu percurso no mundo da música.</p>
<blockquote><p>O «Gijoe» começou por ser um divertimento, sem nome, sem objectivos. Começou por ser apenas o tentar fazer, ou aprender tentando fazer, o que gostava de ouvir, e que muitas vezes não percebia como se construía, apesar de ter estudado música. As coisas foram ganhando “espaço” na minha vida, que se dividia entre a ambição de chegar a arquitecto, os patins e algum divertimento, chegando ao ponto de ter a produção e o <em>DJing</em> como parte significativa no meu dia-a-dia. De tal forma que o nome de guerra «Gijoe» passou a ser utilizado mais frequentemente e passou a significar que tinha algo mais sério para me agarrar. Isto por volta de 98, 99, 2000. Ainda assim,  só com o curso acabado, já em 2005, de volta ao Algarve e com muitas horas passadas à frente das máquinas é que lancei o primeiro registo com o intuito de mostrar um pouco do que se andava a fazer &#8220;pelos algarves&#8221;. A partir daí, foram projectos atrás de projectos. Juntei-me com pessoas de muito valor, trabalhei com a «Chocolate Bars», juntei-me à «<a href="http://www.kimahera.com">Kimahera</a>» e tornámo-nos na editora/estúdio que é hoje. Mas para mim foi o percurso mais natural que podia ter seguido.</p></blockquote>
<p><strong>ilícito</strong>: Primeiro veio a «Música de Palavra» e agora a «Palavra de Músico». Pretendes fazer desta mixtape uma afirmação pessoal como músico?</p>
<blockquote><p>A principal diferença é mesmo o lado “musical”. Ou seja, na «Música de Palavra» todos os instrumentais eram de terceiros, de vinil, embora eu já produzisse, o objectivo foi o trabalho DJ/MC. Neste novo registo, «Palavra de Músico», introduzo a componente da produção, que já tinha mostrado nalguns trabalhos, mas aqui aparece em peso, em mais de 60 instrumentais. Volto a valorizar as participações, que são imensas, e o <em>scratch</em>, mas a produção foi a questão que deu a volta ao nome.</p></blockquote>
<p><strong>ilícito</strong>: Neste álbum consegues reunir vários nomes de peso do hip-hop nacional. Relacionas este facto a um maior respeito por parte da comunidade? Como foi produzir um álbum com pessoas de tantas regiões diferentes?</p>
<blockquote><p>As participações foram muito naturais. Participou o pessoal com quem gostava e tive oportunidade de trabalhar, a maioria pessoal com quem já tinha trabalhado. Com alguns só houve oportunidade agora, mas sempre de uma forma natural e sempre por apreciar o trabalho deles. Portanto, se é por respeito, é por respeito que eu tenho por eles.</p>
<p>O que me perguntavas relaciona-se mais com o aceitar do convite por parte deles, mas isso tem mais a ver com já confiarem na qualidade do meu trabalho. Acho que é mais por aí. A questão da diversidade geográfica foi algo problemática, mas resolveu-se e, sempre que possível, tive os artistas a gravar na <a href="http://www.kimahera.com">Kimahera</a>, ou um DJ ou outro na minha casa mesmo. Tento sempre que possível tornar a cena mais pessoal fazendo o trabalho em conjunto e no momento.</p></blockquote>
<p><strong>ilícito</strong>: Olhando para o resultado final, qual foi a faixa que resultou melhor para ti? E qual achas que vai ter maior receptividade por parte do público em geral?</p>
<blockquote><p>A questão da receptividade do público, supostamente, e se não me enganei muito (o que é possível), serão as faixas do single. Normalmente também são as que fartam mais rápido, mas como não dei a faixa completa, mas um mix de três partes de faixa, mesmo essas ainda têm mais para dar, na versão álbum. Normalmente o pessoal vai ouvir primeiro as que tem pessoal com mais nome, ou então pessoal “da zona”, mas este CD, visto ter tantas faixas, é um disco que deverá levar algum tempo a digerir e a descobrir todos os valores… Isso aconteceu comigo. Ao longo do processo [quase quatro anos] de realização do álbum, passei por muitas faixas preferidas, e espero que isso aconteça com os ouvintes! É sinal que houve tempo para ouvir o disco. Deram hipótese ao álbum, o que hoje em dia não acontece  muito. Só se ouvem singles.</p></blockquote>
<p><strong>ilícito</strong>: Tal como na primeira mixtape, nota-se uma especial atenção com a imagem do álbum e tudo o que o envolve. Sentes-te na “obrigação” de oferecer algo mais a quem apoia os teus projectos?</p>
<blockquote><p>Sim, sempre gostei muito de trabalhos com um bom conceito, especialmente quando  isso se sinta a todos os níveis: <em>design</em>, <em>packaging</em>, site e fotografia.  A capa dá resposta a todo o conceito «Palavra de Músico», o desvendar das palavras que dão luz a toda a música feita por mim (ver vídeo). É um todo, e o mesmo acontece no site <a href="http://www.sickonce.com">sickonce.com</a>, que dia 8 de Março se transforma no meu site oficial, com muita informação e alguns bónus.</p></blockquote>
<p><center><img class="aligncenter" title="Gijoe" src="http://ilicito.net/wp-content/uploads/2010/02/DSC_2026-low.jpg" alt="Gijoe" width="531" height="800" /></center></p>
<p><strong>ilícito</strong>: Já referiste numa outra entrevista que uma das principais diferenças da tua anterior mixtape para esta é o facto de todos os beats serem teus. Qual é o tipo/estilo de música que mais te agrada &#8220;samplar&#8221;? Alguns artistas mais recorrentes?</p>
<blockquote><p>Eu &#8220;samplo&#8221; tudo, mas evito &#8220;samplar&#8221; músicas que já advêm de produção com os mesmo métodos que eu. Há quem o faça, eu evito. &#8220;Samplo&#8221; muito de vinil antigo, gosto do <em>digging</em>, do prazer de estar no gira-discos e aparecer mesmo aquele som. Há artistas mais recorrentes, mas não sou constante, é por fases. Na altura do <a href="http://www.kimahera.com/duelomental">Duelo Mental</a> e <a href="http://www.reflect.com.pt">Último Acto</a> andava muito a samplar <a href="http://www.katebush.com/">Kate Bush</a>, por exemplo.</p></blockquote>
<p><strong>ilícito</strong>: E como é que foi a atribuição dos mesmos aos artistas convidados? Foram “feitos à medida” ou destes-lhe uma lista de alternativas por onde escolher (<em>à la carte</em>)?</p>
<blockquote><p>Relativamente à atribuição pelos artistas, foi um meio-termo. Fui criando uma lista e não houve nenhum artista que tivesse que ficar com o beat sem opção de escolha, mas enquanto produzia ia logo sentindo que neste beat ficava bem tal MC, e nalguns casos reduzia logo a lista de escolhas, encaminhando a escolha final para uma certa sonoridade que procurava com a participação.</p></blockquote>
<p><strong>ilícito</strong>: Numa altura em que se debate o futuro da distribuição e comercialização da música, optaste por um formato híbrido. Porque fizeste esta escolha em vez de lançares o álbum apenas em formato digital?</p>
<blockquote><p>Eu tenho um problema único com o digital. Gosto demasiado de ter o Vinil/CD/DVD na mão para ficar satisfeito com o álbum, sacando, mesmo pagando. Num bom álbum chego a comprar a versão CD e Vinil só para ter o objecto físico. O mp3 foi mais por uma questão funcional. Queria muitas faixas mas não queria subir o preço do produto final e, actualmente, já vai havendo muita gente com leitores mp3 no carro, em casa, lê no PC, no leitor de dvd, passa para o leitor portátil… E para quem não tem, ouve no PC, escolhe as que gosta mais e grava num CD áudio que eu deixo. Se a policia perguntar, dizem que o autor autorizou a cópia de uma compilação a partir do CD original. Imprimam isto e andem com a folha no porta-luvas do carro.</p></blockquote>
<p><strong>ilícito</strong>: O Algarve é uma região onde o hip-hop sempre teve uma forte representação, mas no entanto não temos um artista de referência como o caso do centro (ex: <a href="http://www.myspace.com/valete115">Valete</a>, <a href="http://www.myspace.com/samthekid">Sam The Kid</a>) ou o norte (ex: <a href="http://www.minddagap.info">Mind Da Gap</a>, <a href="http://www.myspace.com/dealema">Dealema</a>). A que achas que isso se deve? O que achas que faz falta?</p>
<blockquote><p>Não temos porque não estivemos centrais na altura em que esses artistas formaram nome. Havia aqui muito boa gente que podia ter chegado lá, mas o Algarve não é uma das capitais. Dá muito trabalho à imprensa  vir cá entrevistar ou fazer a cobertura de um concerto&#8230;</p>
<p>Por outro lado, se calhar ainda bem que assim é. O hip-hop cá “sofre” de um “caseirismo” que não se reflecte na falta de qualidade, mas sim na falta de oportunidades, o que obriga os artistas a lutar o triplo e a desenvolver muito mais que os outros que estão na montra. Assim, quando reparam nos bons valores do Algarve é porque já não há nada a fazer… já estão num patamar acima!</p></blockquote>
<p><strong>ilícito</strong>: Como DJ passas música de outros artistas. Já te aconteceu ouvires outro DJ a passar música tua?</p>
<blockquote><p>Já aconteceu, mas normalmente é malta conhecida. Aliás… já aconteceu uma vez que não (era conhecido), mas actualmente somos amigos! Ou seja, é muito fixe e provoca isso mesmo, que o inter-cambio musical entre DJs valorize o produto nacional ou internacional menos badalado, ganhando força. Eu farto-me de passar música nacional! E gosto!</p></blockquote>
<p><strong>ilícito</strong>: És ouvinte da tua música?</p>
<blockquote><p>Sou, porque tenho de ser durante o processo, mas acabo por me fartar. Depois só volto a ouvir passado uns meses ou anos e acho piada, mas como estou sempre com projectos, quando um sai já eu ando a fazer outro, ou de pessoal que me rodeia, em que participo, então acabo por andar sempre a ouvir algo “meu”, mas que normalmente ainda não saiu… Estou sempre é a ouvir coisas de fora (nacional e internacional). Preciso de música, não sou muito adepto da teoria do “não ouço para não me influenciar”.</p></blockquote>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="650" height="427" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/UJnqlNxN0Ck&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="650" height="427" src="http://www.youtube.com/v/UJnqlNxN0Ck&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O <em>SingleMix</em> está disponível para <a href="http://dl.dropbox.com/u/291956/Download/palavrademusico.zip">download gratuito</a> e mistura três faixas do álbum (Perigo Público, Dino e Nerve). «Palavra de Músico» estará à venda a 8 de Março e poderá ser adquirido nas lojas <a href="http://www.fnac.pt">Fnac</a> e <a href="http://sohiphop.com.pt/produto/471/dj-gijoe-palavra-de-musico-digipack">SóHipHop</a>. Para actualizações regulares basta visitar os sites <a href="http://www.sickonce.com/">Sickonce</a> e <a href="http://www.kimahera.com/">Kimahera</a>.</p>
      ]]></content:encoded>
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		<title>Pergunta para um queijinho de Trivial: poeta ou poetisa?</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 10:03:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro F. Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Correntes d’Escritas]]></category>
		<category><![CDATA[JL]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal de Letras]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[poeta]]></category>
		<category><![CDATA[poetisa]]></category>

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		<description><![CDATA[A pergunta pode parecer disparatada, mas o facto é que o termo poetisa caiu em desuso - de tal modo que já existem em vários países grandes batalhas para reabilitar o substantivo no género feminino.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma mulher que escreve poesia é o quê? A pergunta pode parecer disparatada, mas o facto é que o termo poetisa caiu em desuso &#8211; de tal modo que já existem em vários países (como a França, por exemplo) grandes batalhas para reabilitar o substantivo no género feminino.</p>
<p>Apesar de todos os dicionários consagrarem a palavra poetisa como de uma pessoa do sexo feminino que escreve poesia, as mulheres que escrevem poesia são comummente identificadas como poetas – mesmo (ou principalmente) nos círculos literários.</p>
<p>Maria Teresa Horta é a primeira subscritora de uma petição literária imaginária pela reabilitação do termo poetisa, porque considera que o termo é considerado menor. “O que é feito da palavra poetisa?”, pergunta-se. “É uma questão de machismo”, revela a autora e um dos rostos mais marcantes do femininismo em Portugal (fundou, juntamente com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa o Movimento Feminista de Portugal) .</p>
<p>“Quando eu comecei a ter algum reconhecimento na poesia, chegavam a dizer-me: você não é poetisa; você é poeta, um bom poeta”, conta Maria Teresa Horta. Segundo a também jornalista, escritora e cineclubista, isso acontece porque “a poesia estava [ironia] confinada aos homens”.</p>
<p>“O termo poetisa referia-se a umas senhoras que faziam uns versinhos”, explica. Outra poetisa que não se conformou com a «menoridade» do termo foi Natália Correia, que chegou a apelar a Maria Teresa Horta uma união para defender a poesia no feminino. “Na altura, a Natália Correia veio ter comigo e disse-me: nós não mudámos de sexo! Temos que lutar por isto, temos que lutar pela palavra poetisa”, conta Maria Teresa Horta.</p>
<p>Por outro lado, o director do JL (Jornal de Letras, Artes e Ideias) José Carlos Vasconcelos, faz um ponto de ordem à mesa. Sim, senhor, o termo poetisa existe e deve ser utilizado, mas há excepções. “Tenho que fazer aqui uma ressalva. Sophia [de Mello Breyner] queria ser poeta e não poetisa; detestava, aliás, a palavra poetisa. E portanto, nós respeitamos e é assim que escrevemos no JL, quando nos referimos a ela”, conta o jornalista.</p>
<p>E vocês, o que é que acham disto: poeta ou poetisa?</p>
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		<title>valter hugo mãe foi &#8211; sem surpresas &#8211; o português mais vendido nas Correntes (comentário)</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 19:19:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro F. Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Correntes d'Escritas 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Correntes d’Escritas]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Objectiva]]></category>
		<category><![CDATA[valter hugo mãe]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais coisa, menos coisa, era inevitável: valter hugo mãe foi mesmo o escritor português mais vendido na feira do livro das Correntes d'Escritas, revelou à Lusa o proprietário da Locus. E a coisa era inevitável porque valter hugo mãe não teve um (único) instante de sossego.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais coisa, menos coisa, era inevitável: valter hugo mãe foi mesmo o escritor português mais vendido na feira do livro das Correntes d&#8217;Escritas, revelou à Lusa o proprietário da Locus.</p>
<p>E a coisa &#8211; termo que serve invariavelmente para tudo, recordou Mário Zambujal nas Correntes &#8211; era inevitável porque valter hugo mãe não teve um (único) instante de sossego. Onde se avistava valter hugo mãe, fosse onde fosse, lá estavam quatro ou cinco pessoas (na melhor das hipóteses) de livro estendido e caneta apontada.</p>
<p>No limite, é justo dizer que foi o escritor que mais autógrafos deu: só depois da sua intervenção (magnífica, aliás)  na mesa redonda, esteve cerca de 20 minutos a assinar e a trocar dois dedos de conversa com uma fila &#8211; que parecia interminável &#8211; de leitores e admiradores.</p>
<p>Depois do Prémio Saramago em 2007 e de ter lançado o seu último romance há pouco mais de um mês («a máquina de fazer espanhóis», pela Objectiva), é justo dizer que valter hugo mãe assume o estatuto de superstar literária.</p>
      ]]></content:encoded>
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		<title>Afinal, lançamento de «O Terceiro Reich», de Bolaño, foi só uma espécie de lançamento</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 04:07:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro F. Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[bolaño]]></category>
		<category><![CDATA[Correntes d’Escritas]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[O Terceiro Reich]]></category>
		<category><![CDATA[Póvoa de Varzim]]></category>
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		<description><![CDATA[É o cenário habitual para o lançamento de um livro: noite, praia, mar revolto, algum nevoeiro. As ruas desertas. Um bar na praia – com o curioso e engenhoso nome de «Bar da Praia». À hora marcada (as 24 de 25 ou as zero de 26, escolham a gosto) o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1146" class="wp-caption alignright" style="width: 231px"><a href="http://ilicito.net/wp-content/uploads/2010/02/bolano-terceiro-reich.jpg"><img class="size-full wp-image-1146" title="bolano terceiro reich" src="http://ilicito.net/wp-content/uploads/2010/02/bolano-terceiro-reich.jpg" alt="" width="221" height="340" /></a><p class="wp-caption-text">Capa da edição portuguesa lançado pela QUETZAL</p></div>
<p>É o cenário habitual para o lançamento de um livro: noite, praia, mar revolto, algum nevoeiro. As ruas desertas. Um bar na praia – com o curioso e engenhoso nome de «Bar da Praia». À hora marcada (as 24 de 25 ou as zero de 26, escolham a gosto) o palco está tomado por um jovem de vinte e poucos anos, talvez menos, que protagoniza um momento de karaoke.</p>
<p>A música é «I gotta feeling», dos Black Eyed Peas – que também patrocina, mais ou menos a despropósito, a selecção nacional no mundial de futebol da África do Sul. O bar da praia está à pinha, e o que seria um karaoke normal é antes um bem ensaiado coro. A música faz fade out e o jovem pára o karaoke a contra-gosto. “O patrão já está a ficar nervoso”, diz. Tal como o cenário, também a pontualidade é a habitual.</p>
<p>O jovem devia reclamar. Vários outros reclamaram – foi audível e alguns deles (coisa para 20 ou 30) não pareciam particularmente entusiasmados com o lançamento de um livro num bar [particularmente naquele; eles chegaram primeiro, que raio] e restam dúvidas sobre se fazem ideia de quem terá sido Bolaño. Nas paredes do bar lê-se «Karaoke terças e quintas». Não se lê – nós não lemos &#8211; «Apresentações de livros de fenómenos literários póstumos às terças e quintas &#8211; ou vá, condescendemos, (só) às quintas».</p>
<p>E é então que, terminado o karaoke, aparece o homem da noite – não Bolaño, lamentavelmente, mas o seu editor em Portugal, Francisco José Viegas, da Quetzal. Afinal, porque estamos aqui? – não nesta crónica, mas no bar da praia (Bar da Praia, que raio de nome haviam de arranjar!). É o lançamento de «O Terceiro Reich», livro de Roberto Bolaño – e é, também, a primeira tradução mundial deste livro do último fenómeno literário.</p>
<p>Francisco José Viegas fala. Só o sabemos porque está em cima do palco e mexe os lábios – para ouvir, não era dia; não ali, no Bar da Praia. São dois ou três breves minutos. O resto, mais coisa menos coisa, é história. Hum, bem, não&#8230; História talvez não -  mas o que quer que tenha sido, começou por soar a Rammstein.</p>
<p>Bem, foi copos e pratos. Copos a cargo dos barmans e barmaids do Bar da Praia – que a propósito, e se vos aprouver, fica junto ao Hotel Axis Vermar &#8211; e pratos, à responsabilidade do faz-tudo (e bem! e bem!)  <a href="http://irmaolucia.blogspot.com" target="_blank">irmão lúcia,</a> sob o mote «Rock afinado pela literatura de Roberto Bolaño». Hoje, estão nas bancas dez mil exemplares. Aceitam-se apostas para saber em quanto tempo esgotam.</p>
<p><em>Reportagem escrita na festa de lançamento do livro «O Terceiro Reich», de Roberto Bolaño, integrada no programa do Correntes d&#8217;Escritas, a decorrer na Póvoa de Varzim.</em></p>
      ]]></content:encoded>
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		<title>Maria Teresa Horta acusa Bertrand de lhe guilhotinar 500 livros</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 18:18:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro F. Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Bertrand]]></category>
		<category><![CDATA[Correntes d’Escritas]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Teresa Horta]]></category>

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		<description><![CDATA[“Acabo de ter um livro gilhotinado pela Bertrand”. Maria Teresa Horta revelou assim que a Bertrand guilhotinou recentemente 500 exemplares de «A Paixão segundo Constança H».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Acabo de ter um livro gilhotinado pela Bertrand”. Maria Teresa Horta revelou assim que a Bertrand guilhotinou recentemente 500 exemplares de «A Paixão segundo Constança H», depois da editora lhe ter dito que o livro estaria esgotado, sem no entanto a ter consultado ou perguntado se queria comprar os exemplares antes de proceder à destruição dos livros.</p>
<p>A escritora falava durante o encontro literário «Correntes d’Escritas», na Póvoa de Varzim e revelou que foi notificada por e-mail pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) para o facto. Segundo Maria Teresa Horta, “por lei não se pode guilhotinar um livro sem consultar o seu autor”. A editora, revela ainda, não responde aos contactos da SPA.</p>
<p>Maria Teresa Horta revela que “é uma sensação horrível”, “uma sensação de morte muito próxima, como se fosse um filho que está morto”.</p>
<p>À Lusa, o director editorial da Bertrand recusa a acusação feita por Maria Teresa Horta e diz que a destruição de livros “só por ter sido um equívoco”. “Tenho a certeza&#8221; de que se tratou de um &#8220;erro administrativo, não tem nada a ver com censura&#8221;, disse Eduardo Boavida.</p>
      ]]></content:encoded>
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		<title>Porque escrevem os escritores? Ninguém sabe. Nem Agustina</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 15:32:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro F. Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Agustina Bessa-Luís]]></category>
		<category><![CDATA[Correntes d’Escritas]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Até pode ser inocente, mas evite. «Porque escreve?» é a pergunta mais impertinente que pode fazer a um escritor. Na pior das hipóteses, podem responder-lhe algo como: “Escrevo para desiludir com mérito, que é a maneira de se fazer lembrar com virtude”. A pergunta impertinente coube a um jornalista do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Até pode ser inocente, mas evite. «Porque escreve?» é a pergunta mais impertinente que pode fazer a um escritor. Na pior das hipóteses, podem responder-lhe algo como: “Escrevo para desiludir com mérito, que é a maneira de se fazer lembrar com virtude”. A pergunta impertinente coube a um jornalista do Libération. Agustina Bessa-Luís deu a resposta desconcertante.</p>
<p>Catherine Dumas não se surpreende. &#8220;O aforismo da Agustina é paradoxal. E Agustina dá-nos sempre mais perguntas do que respostas. Questiona-nos”, explica a professora catedrática de Literatura Portuguesa na Sorbonne e especialista na obra de Agustina.</p>
<p>Na impossibilidade de descodificar completamente uma resposta que só Agustina poderia ter dado, segundo refere o poeta e crítico literário Eduardo Pitta, será talvez mais frutuoso perguntar mesmo (embora para dentro, para que não se oiça): Porque escreve? Talvez haja quem &#8211; mesmo contrariado &#8211; responda.</p>
<p>“Escreve-se porque se precisa de escrever – em primeiro lugar não se pensa em quem nos vai ler, pensa-se sim no diálogo consigo próprio”, diz a poetisa Ana Luísa Amaral. Na dúvida, “a primeira desilusão” de que fala Agustina no seu aforismo, é do próprio escritor. Eduardo Pitta refere que “a escrita é sempre um ofício de solipsismo”. E aí, Agustina tem toda a razão: “a escrita é sempre uma desilusão, mesmo para quem a faz, ou para quem rodeia quem a faz”.</p>
<p>Francisco Moita Flores, ex-PJ e multifacetado escritor – que não é, mas está (diz, com graça) presidente da Câmara de Santarém -, explica que a escrita vem com ele desde sempre. “Comecei a ler por influência do meu pai. Em vez de ler os livros de «Os cinco» [de Enid Blyton], li os livros proibidos do meu pai – que os punha junto aos preservativos”, recorda Moita Flores, que diz não ter a mundivisão de um escritor normal. “A minha vida na PJ não teve a ver com crimes de gravata, com processos Face Oculta; tinha a ver com homicídios, com comunicar a pessoas que os seus familiares estavam mortos. Eu vim desse mundo, do mundo da morte”, diz Moita Flores.“Porque escrevo? Porque existo. Não concebo vida sem escrita – e escrevo desde sempre”, diz o agora (também) autarca.</p>
<p>Fernando J. B. Martinho, professor universitário, crítico literário e agustiniano convicto, concorda que “o paradoxo é a arma preferida de Agustina”. “Porque escreve? Não se sabe exactamente”, diz. A jovem escritora Tânia Ganho revela que também nunca teve &#8220;resposta a isso&#8221;. &#8220;Sempre escrevi. É a minha maneira de estar: não tenho como não escrever. Podia era não publicar&#8221;, revela a autora do recém-lançado «A Lucidez do Amor».</p>
<p>Bernardo Carvalho, escritor brasileiro, acha que a escrita &#8220;é um desafio infantil contra a transitoriedade&#8221;. &#8220;Faz-se arte porque se passa, porque não se fica. Na tentativa de que o que se escreve fique. Para o universo&#8221;, explica. A tese é partilhada por João Tordo. &#8220;Há escritores que dizem escrever para si próprios: é uma falácia. Há duas mortes: a morte física e uma segunda que é quando já ninguém se lembra de nós. Isso é o melhor a que qualquer escritor pode almejar: evitar que essa segunda morte aconteça&#8221;, diz o vencedor do Prémio Saramago 2009.</p>
<p>O escritor cabo-verdiano Germano Almeida não tem grandes dúvidas. &#8220;Escrevo pelo prazer de escrever &#8211; e acho que deve escrever-se pelo divertimento&#8221;, diz. &#8220;Se tenho uma história para contar, conto; se não tenho, também não me ralo&#8221;, conta.</p>
<p>Zuenir Ventura, jornalista e escritor brasileiro, é mais prosaico. “Eu sou o contrário da Agustina: eu escrevo para iludir com demérito”, graceja. “Escrever? Eu não gosto de escrever. Mais: não suporto escrever. Eu gosto é de ter escrito”, diz Zuenir, que não percebe o facto de ter amigos que gostam, de facto, de escrever. “Eu acho penoso”. Então, faça-se a pergunta sacramental: afinal, porque escreve? “Nunca pensei em ser jornalista &#8211; primeiro &#8211; nem escritor, depois. Acabei sendo jornalista”. Ficção? “O meu primeiro livro fiz porque a minha mulher mandou – a minha mulher manda em mim…”. A partir daí, “vieram os outros…”, diz o brasileiro Zuenir Ventura.</p>
<p><em>Reportagem escrita a partir do Correntes d&#8217;Escritas, a decorrer na Póvoa de Varzim.</em></p>
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		<title>Maria Velho da Costa vence ao sprint o «Prémio Casino da Póvoa»</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 09:43:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro F. Guerreiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Vaz Marques]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1117" class="wp-caption alignright" style="width: 232px"><a href="http://ilicito.net/wp-content/uploads/2010/02/maria-velho-da-costa.jpg"><img class="size-medium wp-image-1117" title="maria velho da costa" src="http://ilicito.net/wp-content/uploads/2010/02/maria-velho-da-costa-222x300.jpg" alt="" width="222" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem de Maria Velho da Costa, vencedora do Prémio Casino da Póvoa</p></div>
<p>“Um romance poderoso”. A expressão é de Carlos Vaz Marques, membro do júri  do Prémio Literário Casino da Póvoa, e refere-se a «Myra», o romance de  Maria Velho da Costa que venceu este ano o galardão. O anúncio foi feito ontem durante a sessão oficial de abertura do encontro literário Correntes  d’Escritas, na Póvoa de Varzim. A escolha não terá sido unânime, mas ao fim de três  horas de debate entre o júri, chegou-se ao nome da vencedora da sétima edição  do galardão.</p>
<p>«Myra» (Assírio &amp; Alvim, 2008) foi o livro distinguido por entre 160 –  escritos em língua portuguesa ou hispânica, desde que editados em Portugal &#8211;  submetidos a concurso e já tinha sido distinguido no ano passado com o Prémio de  Ficção/ Narrativa Pen Clube e o Prémio Máxima de Literatura.</p>
<p>Nos dez finalistas ficaram ainda escritores como Inês Pedrosa, Pedro Almeida Vieira, Mário de Carvalho, valter hugo mãe, A. M. Pires Cabral, Juan  José Millás, Ana Teresa Pereira, Adriana Lisboa e Gonzalo Celorio, tendo as  escolhas ficado a cargo de um júri constituído por Carlos Vaz Marques, Dulce  Maria Cardoso, Fernando J. B. Martinho, Patrícia Reis e Vergílio Alberto  Vieira. O prémio tem um valor monetário de 20 mil euros, sendo o único que, atribuído em Portugal, ultrapassa as fronteiras da Língua Portuguesa.</p>
<p>À TSF, Maria Velho da Costa revelou “surpresa”. “É sempre uma surpresa  quando se tem um prémio porque os prémios dependem do gosto do júri, mas as  Correntes d’Escritas são uma instituição com prestígio”, disse a autora.</p>
<p>Sobre «Myra», Carlos Vaz Marques revela não ter dúvidas: é “grande  literatura”.</p>
<p><strong>Lista dos vencedores do Prémio Literário Casino da Póvoa</strong></p>
<p>Lídia Jorge, «O Vento Assobiando nas Gruas» (2004)</p>
<p>António Franco Alexandre, «Duende»,  (2005)</p>
<p>Carlos Ruíz Zafon, «A Sombra do Vento»  (2006)</p>
<p>Ana Luísa Amaral, «A Génese do Amor» (2007)</p>
<p>Ruy Duarte de Carvalho, «desmedida» (2008)</p>
<p>Gastão Cruz, «A Moeda do Tempo» (2009)</p>
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